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Pré-Eclâmpsia: o que é, como prevenir e tratar

pre-eclâmpsia

Quando estamos no primeiro trimestre de gravidez, para além da ecografia, fazemos também um rastreio bioquímico através da recolha de uma amostra de sangue a ser realizada entre as 9 e as 13 semanas e 6 dias. Este rastreio vai determinar, precocemente, se existe ou não um elevado risco para a Pré-Eclâmpsia (PE) e aumenta a probabilidade de um melhor prognóstico para a gravidez.

Se este exame der positivo, os médicos poderão tomar medidas para evitar o desenvolvimento desta doença, como por exemplo, uma vigilância mais apertada e a toma de aspirina de baixa dosagem. 

“É muito importante fazer o rastreio da doença quando se faz a ecografia do primeiro trimestre. Se o risco for elevado, inicia-se a aspirina para baixar a probabilidade da mãe vir a ter PE”, explica a obstetra Lara Caseiro. 

Se esta doença se desenvolver, como se manifesta? A Pré-Eclâmpsia começa a ocorrer no início da gravidez e é caracterizada por: Hipertensão (aumento da pressão arterial) e Proteinúria (eliminação das proteínas na urina).

Quais os fatores de risco para a pré-eclâmpsia?

Existem vários fatores de risco e fatores que são usados, como os denominados marcadores bioquímicos, que vão ser utilizados no rastreio do 1º trimestre. 

A história materna, por exemplo, se ou não a primeira gravidez ou se é uma gravidez resultante de procriação medicamente assistida, e a idade da mulher são fatores que podem aumentar o risco de pré-eclâmpsia: idades reprodutivas extremas, ou seja, menos de 18 anos e maior do que 35. 

Existem também marcadores biofísicos ( Índice de Massa Corporal (IMC) e a Pressão Arterial Média (MAP)), ecográficos (Índice de Pulsatilidade da Artéria Uterina (uA-PI), e bioquímicos (Proteína A plasmática associada à gravidez (PAPP-A) e Fator de Crescimento Placentar (PlGF). 

A PAPP-A é uma proteína que está associada ao crescimento da placenta e o PIGF, produzido precisamente na placenta,  atua como vasodilatador e que aumenta o diâmetro das artérias existentes. 

No primeiro trimestre, o rastreio da PE consiste precisamente na PAPP-A, juntamente com o índice da artéria uterina, a PAM e as características da mãe (IMC, doenças concomitantes e pré-eclâmpsia em gravidez anterior) é que faz o rastreio da PE. “Depois das 20 semanas, outros marcadores, detectados com análises ao sangue, são mais importantes, como o PLGF e o sFLIT (tirosina quinase solúvel)”, explica Lara Caseiro. 

Mas o que estará na origem desta doença? Embora a causa exata da pré-eclâmpsia permaneça incerta, existem fortes evidências de que uma das principais causas seja uma implantação deficiente da placenta.

Quais são os sinais e sintomas da Pré-Eclâmpsia?

A hipertensão, que surge após as 20 semanas de gestação, é o sinal mais comum de pré-eclâmpsia. Outros sinais e sintomas podem incluir, por exemplo, aumento súbito de peso, edema das mãos e pés, alterações na visão, náuseas, ou dores de cabeça. 

sintomas da pré-eclâmpsia

Quais as consequências da Pré-Eclâmpsia e como “tratar”?

A Pré-Eclâmpsia está associada, muitas vezes, a restrições de crescimento do bebé e não tem um tratamento. Uma das formas de “tratamento” é a indução precoce do parto, pois, em casos mais graves, esta doença pode levar à morte da mãe e/ou do bebé, podendo aliás ser uma das causas da perda gestacional. Os partos prematuros são uma das consequências do desenvolvimento desta patologia. 

A prevalência da pré-eclâmpsia em Portugal atinge os 2 % das gravidezes.

Este artigo contou, para a sua elaboração, com a colaboração da médica obstetra Lara Caseiro.

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