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Homenagear o seu bebé em datas importantes

Datas importantes como aniversários de nascimento ou morte, ou ocasiões geralmente celebradas em família, podem ser especialmente difíceis. O mesmo se passa com os dias da mãe e do pai. Como, normalmente, a antecipação é ainda pior que o próprio dia, por vezes, planear algo para o dia pode ajudar a distrair-se. Nestes dias, pode também sentir a necessidade de homenagear o seu bebé.

No caso de ter mais filhos, pode ser bom conversar com eles previamente sobre alguma data importante que possa ser mais pesada e explicar que nessas alturas podem sentir-se mais tristes. Aliás, não se surpreenda se também mostrarem indícios de sentimentos e outros comportamentos perto da data, pois é normal.

homenagem ao bebé

Datas importantes: o que pode fazer para homenagear o seu bebé

Férias e celebrações em família podem ser, de facto, alturas em que se sente, ainda mais, a falta do bebé. Por isso, algumas famílias celebram estas datas, acendendo uma vela ou organizando um dia especial para homenagear o seu bebé. Mas, na verdade, o que é importante é que faça o que é certo para si.

Por exemplo, pode marcar as datas com atos simbólicos para lembrar e homenagear o seu bebé, como visitar o cemitério ou o local onde espalharam as cinzas ou acender uma vela. Se celebrar o Natal, pode pôr um ornamento ou um sapatinho para o seu filho(a). Manter a memória pode ajudar os irmãos também e é algo importante no processo de luto.

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Casais separados na perda gestacional

Sofrer e recuperar é, em muitos casos, uma experiência conjunta. No entanto, em casos de separação durante a gravidez ou depois da perda do bebé, esta pode não ser uma opção. Neste artigo, saiba mais sobre o que fazer quando os casais estão separados na perda gestacional.

apoio individual

Sabe-se que a perda gestacional pode colocar à prova alguns relacionamentos. Uma vivência desta profundidade afeta todos e pode transparecer, por exemplo, na intimidade. Desta forma, é compreensível que seja uma experiência solitária e assoberbante em casais entretanto separados.

É importante, ainda assim, tentarem tomar decisões conjuntas e manterem o diálogo. Se tiverem outros filhos, trabalharem em conjunto. Esta cooperação pode ser bastante útil para terem acesso ao apoio e carinho que precisam de forma consistente. Para além disso é importrante para a partilha informação e emoções sobre o que aconteceu.

Sofrer e fazer luto em silêncio e sozinho é extremamente difícil. Pode, por isso, precisar de apoio adicional de familiares e amigos ou de procurar ajuda profissional.

Chorar e conversar são formas saudáveis de extravasar sentimentos. Como tal, pode precisar de contar a sua experiência uma e outra vez.

Por exemplo, pode achar útil escrever e manter um diário. Não ser capaz de partilhar a sua história e sentimentos com o pai/mãe/parente do bebé faz-nos sentir sozinhos, mesmo que haja outras pessoas à sua volta.

Pense na melhor maneira de expressar a sua angústia e que apoio pode precisar.

Lembre-se também que precisar de ajuda, de qualquer tipo, não é motivo de vergonha. Este tipo de perda é associado a uma dor muito peculiar e apoio pode ser necessário.

Caso seja um amigo ou familiar de casais separados na perda gestacional ou neonatal, mantenha-se em contacto. Há muito sofrimento em silêncio e muitos pais que não sabem/podem pedir ajuda.

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Como ajudar quando há outras crianças?

Assim como a tragédia da perda em si, há que reconhecer um dos grandes momentos na vida de um pai: contar aos filhos que já tem, que o irmão ou irmã que vinha a caminho, já não vem para casa. Por isso, neste artigo, damos dicas de como ajudar após a perda de um bebé quando há outras crianças.

À primeira vista, pode parecer que bebés e outras crianças mais novas não percebem bem o que se passa quando há acontecimentos trágicos como a morte de um familiar. No entanto, as crianças são muito sensíveis aos sentimentos das pessoas à sua volta.

Consequentemente, o seu comportamento pode mudar, podem tornar-se mais dependentes e os seus hábitos de sono e comida podem mudar.

Compreensivelmente, isto pode ser árduo para os pais que estão exaustos com a sua tristeza e angústia. Desta forma, se puder ajudá-los a tomar conta deles, isto dar-lhes-á algum tempo para descansarem. Tal como esta pode ser uma boa maneira de ajuda, também pode ser melhor para a criança ficar na sua própria casa e passar tempo com os seus pais e consigo.

crianças

É importante que os pais partilhem com a criança o que aconteceu. Logo, o que é dito à criança depende da sua idade e capacidade de compreender, das perguntas que faz e das decisões dos pais. 

Preste atenção à linguagem que os pais usam para melhor ajudar quando há outras crianças.

Outra forma de ajudar após a perda de um bebé quando há outras crianças é falar com os pais sobre o que foi dito à criança e saber qual a linguagem que foi utilizada para seguir o mesmo exemplo.

Poderá notar que a forma como os pais lidam com os filhos que estão vivos pode mudar. Por exemplo, podem tornar-se extremamente protetores. Assim como outros poderão relaxar as regras. 

Portanto, é importante perceber que eles estão a tentar fazer o melhor possível numa situação desesperante.

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Como apoiar os pais que perderam um bebé?

Oferecer apoio pode ser complicado. Afinal, a perda gestacional ou neonatal pode apanhar-nos desprevenidos e muitas vezes podemos não saber como lidar ou como ajudar. Assim, como podemos apoiar os pais que perderam um bebé? Neste artigo, damos algumas dicas.

Primeiramente, o nível de envolvimento depende do quanto você quiser ou sentir que é certo. É natural ser influenciado pela relação que partilha com os pais e também pela forma como lidou com problemas comuns no passado.

Alguns pais precisam de tempo e privacidade e de passar pelas coisas sozinhos enquanto outros precisam de extravazar os seus sentimentos.

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É importante que ouça os pais para que perceba que tipo de apoio necessitam. Todos lidam com isto de maneira diferente. Portanto, oferecer uma forma de ajuda que lhe foi útil no passado, pode não ser aplicável para algumas pessoas.

Se recusarem ajuda ou preferirem estar sozinhos, é normal que se sinta excluído ou magoado. Todavia, nesta altura, eles precisam de fazer o que é certo para eles. Claro que isto não significa que não valorizem esforços no futuro – podem só não estar preparados agora, mas podem precisar em breve.

Mostre que se importa com os pais e com o bebé

É delicado encontrar um equilíbrio entre ser prestável e intrusivo. E, claro, também ser difícil mostrar que se importa sem trazer tristeza aos pais. Assim, isto pode reverter os papéis e eles podem sentir que o têm de confortar a si ou que a sua dor se sobrepõe à deles. Nestas alturas, se quer apoiar os pais que perderam um bebé mostre-lhes que se importa com eles e com o bebé. Ao fazer isso, tente sempre mostrar que eles não têm de o confortar a si.

O luto e a angústia podem tornar mais complicado que o usual ver e aceitar os pontos de vista e modos de fazer coisas diferentes. Lembre-se que as suas opiniões sobre os pais ou a recuperação dos mesmos, ou como deveriam estar a comportar-se podem ser ofensivas. Desta forma, estar presente para ouvir é a melhor forma de apoio.

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O que (não) dizer

Ainda há muito desconforto e inquietação sobre como lidar com amigos cuja gravidez não resultou num bebé saudável em casa. Para além da perda em si, há uma quebra nos sonhos, desejos e conversas que inundavam os pais. Por isso, é importante sobretudo saber o que (não) dizer.

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O que (não) dizer:

“Tu ainda és nova. Vais ver que vais engravidar outra vez num instante e vai tudo correr bem!”

Antes de mais, há certas coisas a entender aqui: quando uma mulher perde um bebé, não há nenhum outro que o possa substituir. Assim, o que esta frase faz é minimizar a vida que se perdeu aos olhos do pai e desta forma desvalorizar a dor que os pais sentem. Lembre-se, especialmente se já tiver sido mãe, que, para estes pais, este bebé é amado, é uma pessoa e uma vida.

Agora, o bebé está num lugar melhor” ou “Agora tens um anjinho a olhar por ti/vocês” ou qualquer variação religiosa.

Entenda-se, todos os pais percebem que a ideia principal de frases como esta é dar conforto. Desta forma, alguns vão apreciar este tipo de linguagem. Mas imagine que os pais não ligam a religião? Ou o peso que estas frases têm para os pais – muitos podem ouvir: não merecias este bebé, é melhor onde está.

 “Foi o melhor. Se não vingou é porque não tinha de ser. Se calhar havia algo de errado com o bebé.”

Muitos pais são alertados cedo da probabilidade (ou confirmação) que o seu bebé vai ter uma deficiência. Mesmo sendo uma notícia difícil, os pais preparam-se para isso (ou tentam). Quando se está grávida, o amor pelo filho é incondicional. NA maioria das vezes, não há dúvida para os pais que o que eles querem é que o filho nasça… Apesar de não ser fácil para muitos pais, isso não dita o amor que sentem pelos filhos.

“Tudo acontece por uma razão”

Embora comum, esta é uma expressão agridoce. Eventualmente todos a dizem a na vida em relação a quase tudo. Sim, é um facto. Tudo acontece porque houve um motivo. Mas nesta altura não é o que os pais querem ouvir.

Primeiro, porque pode-se nunca descobrir o porquê. Segundo, os pais, especialmente a mãe, vai carregar um sentimento de culpa consigo. Por exemplo, vai julgar-se por não conseguir levar uma gravidez a termo. Numa situação destas…esta expressão pode trazer dor, fúria e tristeza.

 “Antes agora ao início do que mais tarde” ou “Estavas tão no início ainda nem era um bebé

Desde o momento que se engravida, o espírito de mãe vem ao de cima. De repente, todas as conversas são sobre o bebé, do bebé e para o bebé. Imediatamente o tempo torna-se relativo. A partir daí, o que importa são os sentimentos e é importante perceber que existe uma perda associada e agir de acordo com isso.

“Ai se fosse eu, não sei se conseguia… Não sei o que faria se fosse comigo”

Pense, sincera e arduamente no que seria para si. Especialmente se já tiver filhos. De seguida, use esse sentimento para criar empatia com os pais. O que gostaria que me dissessem a mim? Para além disto, frases como esta normalmente são seguidas por histórias para os pais, defletindo a atenção deles e da sua dor.

“Devias estar agradecida pelo que tens

E estamos. Incrivelmente gratos. Mas esse não é o caso. Afinal, se um bebé foi desejado e planeado, ele foi querido. Ele esteve cá e partiu. Desta forma, a gratidão é implícita. Um filho não substitui o outro e frases assim adicionam outra camada de culpa nos pais.

 “O tempo cura tudo”

O tempo dá-lhe perspetiva. Dá-lhe espaço entre o que aconteceu e onde você está. O tempo não cura. Esta é uma ferida no coração, não um braço partido. Não se remenda, apenas se aprende a viver com isto. Preste atenção ao seu humor no Natal ou celebrações em família ou até em datas especiais. O tempo traz distância, mas não esquecimento.

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O que pode dizer e fazer:

Não desespere! Embora menos seja mais em muitos dos casos, pode usar os seguintes exemplos:

  • “Lamento muito.”
  • “O que posso fazer por ti? Há algo que te possa ajudar?”
  • “Se precisares, estou aqui”
  • “Se não te apetecer falar, eu posso só sentar-me aqui ao teu lado e fazer-te companhia.”

O que pode fazer para ajudar nestas alturas: 

  • Ajudar na lida da casa;
  • Trazer comida ou cozinhar;
  • Passear os animais, se for o caso;
  • Tomar conta de outros filhos que possam ter para dar uma pausa ao casal.

E lembre-se, mantenha o contacto durante os próximos meses. No início haverá sempre pessoas, mas o apoio vai diminuindo com o tempo. Faça questão de se manter próxima(o).

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Profissionais Especializados em Luto

Psicólogos

Pode encontrar uma lista de psicólogos que se especializam em luto aqui:

Gabinete de Psicologia SPPParceria com a Psicóloga Suzy Pinho Pereira para consultas e grupos de partilha – contacte para mais informações.

Ana Rita Silva – PsicólogaColaborações conjuntas com a Doutora Ana Rita e Amor para além da Lua

Psicologia.pt

Doctorália – Terapia do Luto

Centro de Psicologia do Trauma e Luto

Mundo Psicologos

Clinica Dr Rosa Basto

Ajuda recomendada por outras mamãs e profissionais que querem ajudar:

Teresa Mateus: Apoio na gravidez, parentalidade e primeira infância. Psicologia Clínica e Psicoterapia para pais e bebés dos 0-3 | www.doszeroaostres.pt | Contacto: doszeroaostres@gmail.com | 91 34 24 333

Catarina Gaspar: Psicóloga da Gravidez e da Parentalidade | Luto e Perda | Consultas: Online, @powerclinic.pt | Contacto: 93 678 41 35 | catarinaalves.gaspar@gmail.com | @psi_mom (Instagram)

Filipa Rijo: Consultas de Psicologia e Hipnose Clínica
Hipnose em situações de Infertilidade Psicogénica | Hipnoparto | Consultas: filiparijo | Contacto: filiparijo@gmail.com

Fidjy Rodrigues: Hospital Pediátrico de Coimbra – Serviço de genética médica. Apoio na perda gestacional.  Número da Ordem Psicólogo Portugueses: 44 73 | Contacto: 938025376 | email: fidjy20@hotmail.com

Se conhecer ou quiser adicionar mais, ou o seu serviço, por favor contacte-nos