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Gravidez ectópica: dos sintomas às causas

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Uma gravidez ectópica é uma das causas de perda gestacional no 1º trimestre de gravidez. Se passou ou está a passar por uma gravidez ectópica, lamentamos imenso. Procuraremos, neste artigo, apresentar o máximo de informação sobre sintomas, causas, tratamento, e cuidados. 

A gravidez ectópica é caracterizada pela implantação e desenvolvimento do embrião fora do útero, podendo acontecer nas trompas, ovário, colo do útero, cavidade abdominal ou cérvix. A forma mais comum é a tubária, que ocorre dentro das trompas de Falópio. Como sintomas podem surgir uma forte dor abdominal e um substancial sangramento vaginal, sobretudo no 1º trimestre. Se sentir algum destes sintomas, deve contactar de imediato o seu médico. 

Causas e tratamento da gravidez ectópica

Esta é uma situação muito delicada e é importante perceber em que local se encontra o embrião através de uma ecografia. Desta forma, é possível determinar qual o tratamento mais adequado. 

A gravidez ectópica é uma situação pouco frequente. Gestações fora do útero correspondem a cerca de 1 a 2% de todas as gravidezes. No entanto, há causas que estão muito associadas a este tipo de gravidez, como alterações na tuba uterina, gravidez ectópica anterior, histórico de endometriose, doença inflamatória pélvica anterior, uso do DIU (que raramente falha, mas quando ocorre o risco de gravidez tubária é muito elevado), entre outras. 

Se não for tratada, a gravidez ectópica pode representar risco de morte para a mãe, por isso é importante que seja detetada o quanto antes. Sabemos que é triste e que é estranho pensar no termo “tratamento” associado a uma gravidez, mas infelizmente, nestes casos, não há nada que se possa fazer a não ser cuidar de si. 

Existem dois tipos de tratamento: cirúrgico ou medicamentoso. Se for diagnosticada precocemente, é possível tomar um medicamento que impede o desenvolvimento do embrião. Nesse caso, será como um aborto.

O tratamento cirúrgico consiste na retirada do embrião e da trompa, o que pode ter de acontecer em caso de rutura de trompa. No caso de haver a necessidade de laquear uma trompa de Falópio, as probabilidades de engravidar novamente diminuem cerca de 50%, sendo que após a existência de uma gravidez ectópica, há ainda cerca de 15% a 20% de probabilidade de vir a ter outra.

Como prevenir?

Infelizmente é muito difícil de prevenir, pois a grande maioria deste tipo de gravidez surge em mulheres sem fatores de risco conhecidos. No entanto, a maioria das gravidez ectópicas são casos únicos. 

Após o tratamento da gravidez ectópica

Seguem-se consultas de acompanhamento. Os exames e testes que vai precisar vão depender do tipo de tratamento que seguir. Se o tratamento foi medicamentoso, deverá, por norma, esperar três meses antes de voltar a engravidar. Normalmente, é recomendado esperar, nestes casos, dois ciclos menstruais antes de voltar a tentar, o que também pode ajudar a processar o que aconteceu e a fazer o seu luto. 

Uma gravidez deste género é sempre uma perda gestacional. Por favor, faça o seu luto e não carregue esta dor sozinha. Procure ajuda, sempre que precisar! Seja ajuda médica ou psicológica. 

Após uma gravidez ectópica, é fundamental que a primeira ecografia de uma gravidez seguinte seja realizada um pouco antes do normal, por volta das sete semanas.

Fontes consultadas:

Pumpkin – Gravidez ectópica: o que é, quais os sintomas e o que fazer

Mãe me quer – Gravidez ectópica: o que é, causas e tratamento

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Aborto de repetição

A dor e a surpresa de uma perda gestacional precoce são, por si só, uma experiência traumatizante. No entanto, há famílias que passam por este tipo de perda uma, outra e outra vez. Quando três abortos consecutivos ocorrem antes das 22 semanas, com os mesmos progenitores, considera-se uma situação de aborto de repetição.

O aborto de repetição afeta entre 1 a 5% das mulheres em idade reprodutiva.

Atualmente, em Portugal, podem ser realizados exames para apurar possíveis causas de perdas gestacionais precoces após a terceira perda. Ainda assim, mesmo depois de investigação, cerca de 50% dos casos continuam sem explicação clínica.

Aborto de repetição: possíveis causas

Apesar das causas genéticas serem, geralmente, responsáveis por cerca de 50% dos casos de aborto antes das 10 semanas de gestação, outras causas incluem:

  • causas anatómicas (como o útero septado e o útero bicórneo),
  • causas endócrinas (como alterações da tiroide)
  • causas imunológicas, infeciosas
  • trombofilias (alterações da coagulação do sangue que podem resultar em trombose) e outras. 

De facto, há, ainda, muitas áreas cinzentas no que diz respeito às causas e tratamentos de abortos de repetição e outras perdas gestacionais. Contudo, segundo um estudo recente do The Lancet, podem estar relacionadas com o uso de progesterona em gravidezes após a perda para que a gestação seja levada a termo com taxas substanciais de sucesso. Num outro estudo, a Tommys publicou informação também muito útil em relação à progesterona e medicação ligada à diabetes para otimizar as probabilidades de uma gravidez com sucesso.

Contudo, há muitos fatores em jogo que podem afetar o risco de aborto como a idade materna ou dos progenitores, historial de perdas anteriores, entre outros.

Por isso, é importante oficializar, clinicamente, as perdas que se tem. Sabemos que é triste, mas, desta forma, ser-lhe-ão oferecidos exames que poderão prevenir futuros abortos espontâneos.

Infelizmente, há ainda muitos casos em que as causas não são descobertas e isto afeta imenso os casais.

De qualquer forma, como já notámos, para a maioria das mulheres em idade reprodutiva, a gravidez é, por si só, um acontecimento transformativo e o aborto representa mais do que simplesmente a perda do produto de conceção.

Representa, principalmente, a morte de um filho, a mudança súbita de planos e expectativas e pode, até, despertar dúvidas sobre a sua competência como mulher e como pais. E o processo de luto não é fácil. Tem direito a chorar pelo bebé que perdeu. Seja ele o primeiro, segundo, terceiro…São todos seus e todos importam.

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Aborto Retido

Independentemente do tempo da gravidez, uma perda, vem sempre com o seu peso físico e emocional. Assim, neste artigo, escrevemos sobre uma complicação de uma das perdas gestacionais precoces mais comuns: o aborto retido.

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Geralmente, entre a oitava e a décima segunda semana da gestação é confirmado, em consulta, que o bebé, infelizmente, morreu no útero. Este é, muitas vezes, chamado um aborto incompleto.

Nestes casos, o corpo retém o saco gestacional, embrião e outros tecidos, demorando semanas (por vezes meses) a libertá-los naturalmente.

Por norma, quando se recebe esta terrível notícia, a equipa médica vai recomendar, primeiramente, deixar que o corpo aja de forma natural. Por outro lado, se não for esse o caso, poderão dar-lhe medicação. Esta serve para estimular a expulsão de material e feto do útero.

Na eventualidade deste método não funcionar, há como alternativa um procedimento cirúrgico para limpeza uterina.

Por vezes, algumas mães escolhem o tratamento de esvaziamento uterino imediatamente. Afinal, este é mais rápido e oferece algum controlo sobre a situação. Contudo, não deixa de ser um procedimento invasivo que poderá provocar consequências na mulher. Assim, tire, por favor, tempo para discutir com o seu ginecologista ou obstetra as suas opções. Desta forma, ficará mais confiante de que está a tomar a decisão mais acertada para si.

Aborto Retido: Causas e Sintomas

Tal como num aborto espontâneo, este pode trazer consigo alguns sintomas, ou ser assintomático. Por isso, em alguns casos, passam-se semanas sem que as mães percebam que a gravidez não está a evoluir.

Além do mais, por vezes os sinais de gravidez, como enjoos e desconforto continuam. Assim, torna-se muito difícil a sua descoberta. É, portanto, importante que a sua gravidez seja devidamente acompanhada e que vá a todas as consultas.

Os sinais mais comuns de aborto retido são:

  • Sangramento vermelho vivo ou acastanhado
  • Dor pélvica
  • Desaparecimento de sintomas gestacionais
  • Ausência de continuação de crescimento da barriga

Semelhante a outras perdas, as causas para um aborto retido passam por:

  • Problemas cromossómicos
  • Malformações fetais
  • Problemas de saúde maternos
  • Idade, peso e abuso de drogas
  • Entre outros

Apesar de esta ser uma experiência traumática e de grande peso emocional, não há razões para perder a esperança. Há muitas mães que têm posteriormente gravidezes de sucesso e sem complicações.

No entanto, procure ajuda se precisar. Embora seja uma experiência solitária, não tem de sofrer sozinha.

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Identificar um aborto espontâneo

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Apesar de ser um dos tipos de perda precoce mais comuns, continua a ser pouco falada em termos práticos. Então, aqui, vamos ajudar a identificar um aborto espontâneo.

Geralmente, o sintoma mais comum de um aborto espontâneo, é a hemorragia vaginal e/ou dor pélvica.

Desde já, note que no início de uma gravidez, é comum que a mulher sangre um pouco. Normalmente, isto deve-se à implantação do óvulo e esta hemorragia pode ser considerada normal.

No entanto, é fundamental que discuta qualquer preocupação com o seu médico de família ou obstetra. Depois de conversar com o seu médico, este pode indicar-lhe que cuidados deve tomar.

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No evento de uma ameaça de aborto, pode ser recomendado repouso e serem necessários tratamentos específicos. Contudo, se for considerado um aborto em evolução, pode não ser preciso tomar mais medidas ou pode necessitar de internamento e medicação.

Sintomas comuns a tomar atenção para identificar um aborto espontâneo

Outros sintomas de uma perda precoce incluem:

  • dores pélvicas (entre a barriga e o útero)
  • fluídos vaginais
  • descarga de tecido vaginal
  • não sentir sintomas de gravidez como náusea, peitos sensíveis, etc., (note que estes sintomas podem sempre diminuir).

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Aborto espontâneo: Causas Comuns

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Ainda que nem empre se possa identificar a causa, existem várias causas comuns do aborto espontâneo.

Se um aborto espontâneo ocorrer durante os primeiros três meses, a causa mais comum são problemas com o bebé (feto).

Caso acontecer no segundo trimestre, pode estar relacionado com alguma condição da mãe que não tenha sido diagnosticada. Para além disso, estas perdas tardias podem também ser causadas por infeções que podem resultar nas águas rebentarem prematuramente, dores ou hemorragias.

Causas comuns para um aborto espontâneo

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Defeitos cromossómicos

  • Estão frequentemente relacionados com abortos às 4-8 semanas de gestação.
  • Este defeito pode ocorrer durante a conceção e ainda que a sua razão não seja clara, resulta, maioritariamente em aborto.

Complicações relacionadas com a placenta

  • durante o desenvolvimento desta, se houver problemas, pode também levar à perda da gestação;

Causas comuns do aborto espontâneo: causas genéticas

Por norma as interrupções são mais comuns durante o primeiro trimestre, mas podem ocorrer durante toda a gestação. As causas mais frequentes são as trissomias;

Outras causas frequentes:

  • Infeções e problemas imunológicos
  • Estrutura do útero
  • Cervical enfraquecido
  • Certas alterações anatómicas, como as malformações uterinas ou miomas estão relacionados com abortos no segundo trimestre. 

Outros fatores que a colocam numa posição de risco:

  • Medicação sem indicação médica
  • Diabetes
  • Obesidade
  • Idade
  • Consumo de drogas
  • Consumo de álcool
  • Tabagismo
  • Pressão arterial
  • Lupus
  • Problemas de tiroide

Saiba mais sobre as causas do aborto espontâneo, aqui.