Categorias
Gravidez pós-perda Testemunhos arco-íris Testemunhos Interrupção Médica da Gravidez

Andreia e Carlos

Em abril de 2024 (ao fim de 3 anos) numa consulta de rotina de ginecologia, descobri finalmente que estava grávida. Ficamos muito felizes, mas ao mesmo tempo com aquele pânico inicial de primeira gravidez. 

Fiz as análises ao sangue, rastreio bioquímico, ecografia do primeiro trimestre e consultas de rotina e sempre tudo ok.

Na ecografia do segundo trimestre (22 semanas) a médica esteve muito tempo a observar sem nos dizer nada. Só ao fim de um tempo me perguntou se podia ver o resultado do rastreio bioquímico.

Nessa ecografia foi detetado que a nossa bebé, a Diana, tinha o osso do nariz mais pequeno que as medições normais, um defeito no intestino e só era detetada 1 artéria no coração. Disse-nos que eram tudo sintomas de trissomia 21.

Tratou logo das coisas e encaminhou-me para a Bissaya Barreto para fazer a amniocentese, e uma ecografia com um cardiologista direcionado ao coração da bebé. No dia que fiz a ecografia ao coração da bebé foi no dia em que nos disseram que a trissomia 21 estava confirmada, que os problemas no coração eram muito graves e tinha também um problema no cérebro e que tínhamos de decidir naquele momento se queríamos seguir com a gravidez ou não. 

Já tínhamos conversado só os dois antes de termos os resultados de todos os exames e tínhamos os 2 a mesma opinião: sempre estivemos de acordo e, apesar de ter sido a decisão mais difícil que já tomamos em toda a nossa vida, sabíamos que seria a decisão mais acertada a tomar.

Com 24s 6d provocaram-me a interrupção da gravidez, um parto normal.

No hospital eu estive sempre muito tranquila, o pior foi quando cheguei a casa, só chorava. Foi terrível. 

Este processo foi todo em agosto de 2024. Disseram-nos para esperar pelo menos 4 meses para voltar a engravidar. Em fevereiro, novo positivo. 6 semanas de gestação tive um sangramento no trabalho. Fui logo à minha médica onde viu que o feto já não tinha batimentos cardíacos. Aconselhou-nos a deixar passar pelo menos 1 menstruação para voltarmos a tentar. 

Nunca desistimos e em maio de 2025 um novo positivo. 

A gravidez foi toda super tranquila, o meu psicológico é que não estava nada tranquilo.

Às 10 semanas de gestação fiquei logo de baixa por gravidez de risco devido ao que tinha acontecido na segunda gravidez.

Fiz o NIPT; foi 1 semana e meia de muita ansiedade à espera do resultado. Estava tudo normal, ecografia do primeiro trimestre também tudo ok. Muitos nervos no dia da ecografia do segundo trimestre, mas estava tudo bem e esteve sempre tudo bem até ao fim da gravidez. 

A Diana terá sempre um lugar no nosso coração e será sempre falada à Clara.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *