Categorias
Ajuda prática Família e Amigos Pós-Perda

Homenagear o seu bebé em datas importantes

Datas importantes como aniversários de nascimento ou morte, ou ocasiões geralmente celebradas em família, podem ser especialmente difíceis. O mesmo se passa com os dias da mãe e do pai. Como, normalmente, a antecipação é ainda pior que o próprio dia, por vezes, planear algo para o dia pode ajudar a distrair-se. Nestes dias, pode também sentir a necessidade de homenagear o seu bebé.

No caso de ter mais filhos, pode ser bom conversar com eles previamente sobre alguma data importante que possa ser mais pesada e explicar que nessas alturas podem sentir-se mais tristes. Aliás, não se surpreenda se também mostrarem indícios de sentimentos e outros comportamentos perto da data, pois é normal.

homenagem ao bebé

Datas importantes: o que pode fazer para homenagear o seu bebé

Férias e celebrações em família podem ser, de facto, alturas em que se sente, ainda mais, a falta do bebé. Por isso, algumas famílias celebram estas datas, acendendo uma vela ou organizando um dia especial para homenagear o seu bebé. Mas, na verdade, o que é importante é que faça o que é certo para si.

Por exemplo, pode marcar as datas com atos simbólicos para lembrar e homenagear o seu bebé, como visitar o cemitério ou o local onde espalharam as cinzas ou acender uma vela. Se celebrar o Natal, pode pôr um ornamento ou um sapatinho para o seu filho(a). Manter a memória pode ajudar os irmãos também e é algo importante no processo de luto.

datas especiais

Talvez queira ler também

Categorias
Ajuda prática Família e Amigos Perda tardia - Depois

Casais separados na perda gestacional

Sofrer e recuperar é, em muitos casos, uma experiência conjunta. No entanto, em casos de separação durante a gravidez ou depois da perda do bebé, esta pode não ser uma opção. Neste artigo, saiba mais sobre o que fazer quando os casais estão separados na perda gestacional.

apoio individual

Sabe-se que a perda gestacional pode colocar à prova alguns relacionamentos. Uma vivência desta profundidade afeta todos e pode transparecer, por exemplo, na intimidade. Desta forma, é compreensível que seja uma experiência solitária e assoberbante em casais entretanto separados.

É importante, ainda assim, tentarem tomar decisões conjuntas e manterem o diálogo. Se tiverem outros filhos, trabalharem em conjunto. Esta cooperação pode ser bastante útil para terem acesso ao apoio e carinho que precisam de forma consistente. Para além disso é importrante para a partilha informação e emoções sobre o que aconteceu.

Sofrer e fazer luto em silêncio e sozinho é extremamente difícil. Pode, por isso, precisar de apoio adicional de familiares e amigos ou de procurar ajuda profissional.

Chorar e conversar são formas saudáveis de extravasar sentimentos. Como tal, pode precisar de contar a sua experiência uma e outra vez.

Por exemplo, pode achar útil escrever e manter um diário. Não ser capaz de partilhar a sua história e sentimentos com o pai/mãe/parente do bebé faz-nos sentir sozinhos, mesmo que haja outras pessoas à sua volta.

Pense na melhor maneira de expressar a sua angústia e que apoio pode precisar.

Lembre-se também que precisar de ajuda, de qualquer tipo, não é motivo de vergonha. Este tipo de perda é associado a uma dor muito peculiar e apoio pode ser necessário.

Caso seja um amigo ou familiar de casais separados na perda gestacional ou neonatal, mantenha-se em contacto. Há muito sofrimento em silêncio e muitos pais que não sabem/podem pedir ajuda.

casal separado, sentimentos, casais separados na perda gestacional

Talvez queira ler também:

Categorias
Perda tardia Perda Tardia - Durante

Perda gestacional tardia: causas e sintomas

Em muitos casos, não há razões, nem é atribuída uma causa, para a morte de um bebé no útero em fases avançadas da gravidez ou que levem à necessidade de uma interrupção médica da mesma.

Frequentemente, não receber uma explicação sobre as possíveis causas da perda gestacional tardia torna mais difícil a compreensão do que aconteceu. Devido a esta incerteza, muitos pais têm dificuladade em aceitar e processar esta traumática experiência.

Assim, para apurar as causas, é muito importante a realização de exames e investigação clínica.

Por isso, neste artigo, referimos um número de possíveis causas e sintomas associados a algumas delas. Posteriormente, certos estudos poderão usar esta informação para trabalhar na reducão de perdas deste género.

Possíveis causas da perda gestacional tardia

Apesar de muitas perdas continuarem inexplicáveis, há um número de possíveis causas:

  • Problemas na placenta

A placenta fornece nutrientes e oxigénio ao bebé, conectando-o à mãe. É, aliás, o que mantém o bebé vivo e é crucial para o seu crescimento e desenvolvimento.

O descolamento prematuro da placenta ocorre quando esta se separa do útero antes do bebé nascer. Ou seja, um impacto no estômago ou complicações ligadas à pré-eclâmpsia pode fazer com que isto aconteça.

Desta forma é importante conhecer os sintomas de um descolamento de placenta. Estes incluem:

  • dores nas costas e abdómen
  • contrações
  • ventre sensível
  • hemorragia vaginal.

Caso sinta algum dos sintomas acima, por favor ligue ao seu obstetra ou médico de família.

  • Movimentos Reduzidos – apesar de movimentos fetais não serem, em si, a causa da morte, são um sinal que o bebé pode não estar a receber comida ou oxigénio suficiente.

Logo, se notar diferença no padrão e rotina dos movimentos, por favor consulte o seu médico ou obstetra. Geralmente, movimentos podem ser registados algures entre as 16 e as 22 semanas.

Bem como outras, as possíveis causas da perda gestacional tardia estão também:

  • Infeções bacterianas: podem viajar da vagina ao útero, como por exemplo: clamídia, mycoplasma e e.coli. Igualmemte, outras infeções que podem afetar o bebé são: toxoplasmose, listeria, malária etc,.
  • Diabetes ou diabetes gestacional
  • Defeitos genéticos do bebé
  • Hemorragia antes ou durante o parto
  • Problemas com o cordão umbilical

Talvez queira ler também

Categorias
Ajuda prática Perda Tardia - Durante

Como contar a amigos e familiares

Quando lhe dão a notícia de que o seu bebé faleceu ainda no seu útero, ou irá falecer em breve ou mesmo que terá de interromper a gravidez por razões médicas, uma das questões que pode colocar a seguir é como contar a amigos e familiares sobre a perda do seu bebé. Nas primeiras horas, poderá ser complicado. Logo que se sinta preparado, damos algumas dicas do que pode fazer para ser mais fácil:

  • Pedir ajuda quando precisar. Por exemplo: use um familiar em que confie para partilhar a notícia com a restante família ou amigos;
  • Em alternativa, uma mensagem para todos poderá chegar;
  • Se precisar ou quiser, pode também partilhar nas redes sociais para que possa revelar o que aconteceu e pedir que lhe deem espaço ou o(a) contactem para o(a) ajudarem.

Como contar a amigos e familiares sobre a perda do seu bebé: mais conselhos

Se o seu bebé tiver morrido perto da data prevista do seu nascimento, é comum que as pessoas a par da sua gravidez estejam à espera, entusiasticamente, por notícias boas. Assim, poderá ser um equilíbrio bastante delicado contar a amigos e familiares sobre a perda do seu bebé. Se ligar a familiares e amigos, pode, por exemplo, começar por: “Tenho notícias tristes”.

Assim, frases como esta poderão ajudar a definir o tom da conversa que se vai seguir. Ajudam ainda a reduzir o número de comentários e interjeições que serão custosas. Seja firme quanto ao tempo da conversa, explicando que será uma conversa breve. Isto pode ser não só pela quantidade de partilha, mas também para proteção pessoal.

Se a perda for neonatal, pessoas que estavam a par do estado de saúde do bebé podem também ter dificuldades em continuar uma conversa consigo.

É possível que os seus amigos e entes queridos não saibam bem o que dizer. As suas notícias são difíceis para eles também e poderão despertar experiências pessoais. Desta feita, poderá sentir-se culpado(a) e na situação de os confortar a eles. No entanto, é importante que se lembre que esta é a sua experiência e que esta é a altura para receber apoio e conforto em vez de se preocupar com os outros.

Peça ajuda, se precisar

Tente não sentir que tem de responder a todas as perguntas de toda a gente. Diga apenas o que achar melhor e conseguir. Mais tarde, haverá tempo e cabeça para partilhar mais detalhes e responder a pessoas.

Se precisar e puder, peça a família e amigos que tomem conta de crianças que possa ter ou ajudar em atividades caseiras, como trazer uma refeição ou até ajudar na lida da casa.

Frequentemente as pessoas vão querer ajudar e agradecem instruções claras. Se deixar outros filhos com avós ou familiares próximos, poderá também pedir-lhes que expliquem o que aconteceu e que os pais estão a resolver as coisas antes de voltarem para casa.

apoio, suporte, contar a amigos e familiares

Categorias
Perda gestacional Perda tardia - Depois

Perda gestacional: Desafios físicos e emocionais

Ao voltar para casa, muitos são os desafios emocionais e físicos da perda gestacional a enfrentar. Sobretudo se esta foi a sua primeira gravidez ou fruto de um tratamento de fertilidade. Neste caso, há muitas coisas que pode não conseguir entender imediatamente. Como resultado, vai sentir mudanças no seu corpo, incluindo alguma dor física e desconforto nas primeiras semanas, especialmente no caso de ter tido um parto normal.

Durante esta fase, pode tentar perceber por que é que aconteceu. Este é um direito que tem. Notará que, na grande parte das vezes, os momentos que se seguem são de espera para saber os resultados de exames que possam ter sido realizados a si e ao seu bebé.

Há, indiscutivelmente, poucas experiências que se possam comparar ao trauma de perder um bebé. Assim como os vários aspetos práticos que possam ocupar o seu tempo nas primeiras semanas, deverá reconhecer que haverá significantes desafios emocionais e físicos da perda gestacional. Apesar do impacto ser, principalmente para si e para o seu parceiro, é usual que a família sinta o peso e a tristeza da perda.

desafios físicos e emocionais, vazio

Desafios Físicos

Da mesma forma que o seu corpo se preparou para um bebé vivo, este nem sempre regista que o bebé tenha morrido. Na maior parte dos casos, o parto será efetuado à semelhança de um nascimento normal. No evento de sofrer de complicações pós-parto, é vital que receba a atenção médica que lhe é devida.

Consequentemente, pode expressar leite. Isto pode ser um choque físico e psicológico. Frequentemente, e dependendo da fase da gravidez, o seu corpo estaria preparado em antecipação da chegada do bebé. Nestes casos, os médicos poderão dar-lhe medicação para parar a produção de leite.

Por causa de todas as tranformações que occorrem durante um curto espaço de tempo, é natural que o seu corpo demore o seu tempo a voltar à “normalidade”. Assim, pode estar algum tempo sem menstruar e voltar à regularidade.

Para todos os pais, o luto pode ser esgotante. Como tal, pode estar cansada física e emocionalmente. Devido ao do choque de descobrir que o seu bebé morreu, as decisões que teve de tomar ou até mesmo o parto, a probabilidade de se sentir exausta (o) será enorme.

Desafios Emocionais

O impacto emocional de perder um bebé é inestimável e duradouro. Será, por isso, natural sentir choque, entorpecimento, raiva, ressentimento, tristeza, vazio, culpa, perda de autoestima e muitas mais emoções. Enquanto isto pode ser difícil de aceitar, é importante que faça o luto pela a sua perda e que procure a ajuda que precisar.

É absolutamente normal sentir uma confusão de emoções e, passado algum tempo, vai perceber que esta não é uma dor comum. Assim, vai vê-la de outra forma e perceber que esta angústia vai demorar mais a passar que o esperado. No entanto, se passado algum tempo, continuar a achar a vida diária difícil, ou não conseguir ir trabalhar, por favor procure ajuda.

Acima de tudo, Lembre-se que pode contactar o seu médico de família e explicar o que sente e eles poderão referi-la(o) para um psicólogo.  Alternativamente, pode também procurar ajuda pessoalmente.

desafios físicos e emocionais

Para além disto, conversar com alguém que tenha passado por uma situação semelhante e partilhar a experiência, pode também ser extremamente benéfico. Recorde-se que todos sofrem de forma diferente e tente não comparar a sua experiência ou luto com a dos outros. Pode ler aqui alguns testemunhos de perda gestacional.

Categorias
Perda gestacional Perda Tardia - Durante

Despedir-se do seu bebé

Durante a vida, nenhum pai ou mãe pensa, ao ver um teste positivo, que vai ter de dar à luz. Muito menos despedir-se do seu bebé ou ter de organizar um funeral para ele.

rosa, despedir-se do seu bebé

Por um lado, pode ser uma ação extremamente dolorosa. Por outro, para muitos pais esta ação pode trazer conforto; uma forma de honrar e dizer adeus ao seu bebé e de lidar com a sua dor.

No entanto, saiba que não há ações certas ou erradas. Cada pessoa faz o seu luto de maneira diferente e o facto decidir não fazer nada não significa que não ame o seu bebé. Para além disso, existem várias fases e poderá sempre homenageá-lo mais tarde, quando se sentir preparado(a).

Despedir-se do seu bebé: O que pode fazer durante a altura do parto:

Ver e/ou pegar no seu bebé

Se o seu bebé ter vivido por algum tempo ou ter sido admitido numa unidade neonatal, pode ter tido a oportunidade de pegar e embalar o seu bebé antes de ele morrer.

Por outro lado, se o seu bebé morreu antes ou durante o parto, as perguntas serão diferentes. Provavelmente irão perguntar se deseja ver e/ou pegar no bebé. Contudo, é importante saber que despedir-se do seu bebé desta forma é uma escolha completamente pessoal. 

Deste modo, se quiser ver e não lhe perguntarem, não tenha medo de perguntar por isso e o profissional de saúde irá organizar isso para si.

Ainda assim, se não quiser ver/pegar no seu bebé ou se sentir muito ansioso(a), poderá fazer alguns pedidos. Isto é importante para quando, numa fase posterior, se sentir preparada e quiser ver. Tal como esta decisão, pode ainda pedir para:

  • guardar uma madeixa de cabelo;
  • a enfermeira tirar uma fotografia, nem que seja a um pé ou uma mão;
  • uma descrição para se assegurar que não há anomalias visíveis antes de o ver;
  • ver apenas um pé ou uma mão.

Por favor, note que não há decisões erradas. A pressão e a angústia com que se lida com estas situações faz-nos tomar as decisões que necessitamos para sobreviver ao trauma que estamos a viver.

É muito importante também lembrar-se que a sua escolha pode ser diferente à do seu parceiro(a). Igualmente, cada um tem de decidir o que é certo para si.

Dar um nome ao bebé

Muitos pais decidem dar um nome ao bebé, o que lhes dá uma identidade e pode tornar mais fácil referir-se a ele.

Por exemplo, alguns pais continuam a usar a alcunha ou diminutivo que usaram durante a gravidez. No evento de um bebé ser extremamente prematuro ou morrer antes do parto, pode ser difícil determinar o género. Por isso, pode ser mais simples escolher um nome que se atribua a ambos os sexos.

No entanto, pode também preferir não dar nome ao bebé, pelo menos não nesse momento, e essa escolha é também válida.

Lavar e vestir o bebé

Para muitos, dar banho ao bebé é uma oportunidade especial para sentirem que estão a ser pais e criarem memórias. Simultâneamente, pode ser uma forma de se despedir do seu bebé. Assim, se quiser, poderá fazê-lo ou até pedir a uma enfermeira(o) para a ajudar. Note que os procedimentos poderão mudar de hospital para hospital.

Por exemplo, pode trazer também uma roupa para o bebé. Dependendo da condição do seu bebé, pode tornar difícil vesti-lo. Por isso, pode sempre embrulhá-lo num cobertor. No caso de preferir, uma enfermeira(o) ou parteira(o) poderá ajudá-la a fazer isto.

Categorias
Perda Tardia - Durante

Perda gestacional: o nascimento do seu bebé

flor, perda gestacional, nascimento do seu bebé

Pensar que vai ter de dar à luz ao seu bebé depois de receber más notícias, vai soar como se lhe estivessem a pedir o impossível. Por isso, e especialmente na altura do nascimento do seu bebé após a perda gestacional, é muito importante ter apoio.

Por exemplo, pode ser útil ter uma ou duas pessoas consigo, se possível.

No caso dos parceiros (as), é normal que se sintam um pouco como espectadores durante o parto e debaterem-se com vários sentimentos conflituosos. No entanto, de facto, muitos pais admitem ser importante a sua presença durante o nascimento.

Nascimento do seu bebé após a perda gestacional: Se for induzido…

A forma como o seu parto será induzido depende do estado da sua gravidez. Normalmente, há medicação que lhe podem dar para preparar o útero para a indução. Como este processo pode demorar algum tempo, a maior parte das mulheres vai para casa durante este tempo e volta passadas 48 horas.

flor, perda gestacional, nascimento do seu bebé

Contudo, se a ideia de ir para casa for demasiado para si, pode pedir para ficar no hospital. Nestas situações, é provável que a equipa consiga organizar a estadia.

Uma vez no hospital, a indução acontece através de comprimidos. Estes podem ser combinados com gel ou pessários que são inseridos na vagina. Uma vez que será necessário estimular as contrações, poderá também precisar de medicação intravenosa.

Já em trabalho de parto, a maioria das mães dá à luz no decorrer das primeiras 24 horas. Aqui, a equipa de enfermagem poderá dar-lhe informação sobre o que irá acontecer e como poderão ajudá-la. No entanto, se tiver questões, por favor coloque-as, especialmente se for o seu primeiro filho.

Quando vai para casa até o útero estar pronto

Até o útero estar pronto, que por norma ronda as primeiras 48 horas, é lhe recomendado ir para casa. Enquanto esta escolha soa demorada, muitos pais reconhecem que este tempo é precioso para se prepararem para o que vai acontecer. Durante este tempo, a parteira ou enfermeira(o) irá dar-lhe um contacto no hospital que poderá ligar a qualquer altura para dúvidas ou preocupações. Irão também informá-la de quando terá de voltar e onde se dirigir.

Nestas condições, é preferível não vá para casa sozinha. Isto porque o choque e a  angústia podem afetar a sua capacidade de julgamento e concentração. Assim, é especialmente desaconselhado conduzir.

O que levar para o hospital?

Se quiser, pode levar algumas coisas especiais para o seu bebé. Por exemplo, algo para o vestir ou algo onde, talvez, queira guardar uma madeixa de cabelo. Caso deseje, pode também levar um smartphone/câmara, se quiser tirar fotografias.

O que esperar?

flor, perda gestacional, nascimento do seu bebé

Diferentes mulheres experienciam diferentes níveis de dor durante o parto. É normal algumas mulheres sentirem dor mais intensa, se estiverem assustadas ou nervosas. Um parto induzido é, por norma, mais doloroso do que um parto que começa naturalmente. Costuma também ser mais demorado, especialmente se for bastante prematuro.

Por isso, e como vai sentir dores, pode escolher ajuda adicional com medicação, adaptável durante o parto.

Podem ser desde medicamentos para as dores ou epidural. No evento de tomar medicação forte, como diamorfina, poderá sentir desorientação mesmo depois do parto e não se recordar de nada.

Por outro lado, se optar pela epidural, vai recebê-la através de uma injeção na zona lombar. Esta vai remover toda a dor e será administrada consoante a necessidade.

Caso deseje medicação durante o nascimento do seu bebé após a perda gestacional, consulte o seu médico/enfermeiro para receber o máximo de apoio possível.

Categorias
Perda tardia Perda tardia - Antes

Perda gestacional: Preparação para o parto

Aguardar pelo nascimento de um bebé depois de descobrir que este já não está vivo é uma experiência inesperada e traumatizante. Assim, esperamos, que a informação oferecida sobre a preparação para o parto na perda gestacional a ajude em decisões difíceis.

perda, solidão, preparação para o parto, perda gestacional

Quando o seu bebé morre

Durante a gestação, a vida do bebé pode terminar durante o parto ou até antes. Caso o seu bebé falecer antes da data prevista do nascimento, na maior parte dos casos, terá de passar pelo trabalho de parto.

No caso de o bebé ter vida, podem informá-la de que está fragilizado. Nestas situações, é comum que a avisem que o bebé poderá falecer no útero ou não viver mais do que algumas horas. Nesses casos, e antes das 24 semanas, poderá ser aconselhada a optar pela interrupção voluntária da gravidez.

Esperar para dar à luz é uma altura incrivelmente difícil. Enquanto espera, pode sentir-se desde dormente ou perto da loucura.

Aliás, mesmo depois do seu bebé falecer, pode senti-lo a mexer-se conforme muda de posição e isso é extremamente perturbador.

perda, solidão, preparação para o parto, perda gestacional

Em alguns hospitais, existe a possibilidade de ter um espaço para o parto, longe das outras mães e famílias. Dada a natureza inquietante e assustadora do momento, será aconselhável ter ao seu lado o seu parceiro ou um familiar a apoiá-la.

Preparação para o parto na perda gestacional: como nasce o seu bebé?

Exceto haja uma razão médica para uma cesariana, os profissionais de saúde vão, por norma, recomendar que o parto seja vaginal. Medicamente, é mais seguro para si e a sua recuperação física será mais rápida.

No entanto, só o pensamento de ter de dar à luz um bebé que não sobreviveu à gravidez é, compreensivelmente, um enorme choque para os pais.

Não tenha medo de fazer perguntas, por mais simples que pareçam. Principalmente se for o primeiro filho.

Categorias
Perda tardia - Depois Pós-Perda

Causas da perda gestacional

sonhos

É importante apurar as causas da perda gestacional. Imediatamente, uma das primeiras perguntas que nos surge quando isso acontece é: “Porque é que isto aconteceu? Porque é que o meu bebé morreu?”

Embora seja incrivelmente difícil pensar numa autópsia ao seu bebé saiba que é muito importante e pode ajudar a descobrir o que se passou.

Apesar de soar bastante intrusivo, mas não é o caso. Aliás, esta é feita com imenso cuidado por parte dos profissionais responsáveis.

Sobretudo se pretender voltar a engravidar, os médicos poderão fazer investigação clínica. Assim, esta investigação pode ajudar a entender o que poderá ter contribuído para o falecimento do bebé.

Por norma, o seu médico falará consigo em relação a esta análise. Após o seu consentimento, o seu bebé será examinado por um especialista que tentará determinar a causa ou se há algum fator que possa afetar gravidezes futuras.

O que pode revelar esta análise?

Examinar o seu bebé e a sua placenta pode ajudar a perceber as causas da perda gestacional. Nem sempre esta análise oferece as respostas e, muitas vezes, os resultados são inconclusivos. Mediante o caso, este processo, pode demorar algum tempo.

No entanto, esta análise pode:

  • confirmar ou mudar um diagnóstico prévio;
  • identificar condições que não foram diagnosticadas anteriormente;
  • excluir causas comuns de morte, como problemas com o desenvolvimento, crescimento e infeções;
  • ajudar a prever a possibilidade de voltar a acontecer numa futura gravidez;
  • fornecer informação sobre condições genéticas;
  • caso não saiba, pode revelar o sexo do bebé.

Quando a gravidez termina por razões médicas

Causas da perda gestacional, trsiteza

Se terminou a gravidez por razões médicas, este tipo de análises pode ser ainda mais relevante. Esta é uma análise importante, pois vai além do que se encontra em ecografias detalhadas e diagnósticos. Contudo, a possibilidade de uma análise mais detalhada nestas situações dependerá da longevidade da gestação. É sempre aconselhável discutir as possibilidades com a equipa que a acompanha.

Para além dos exames ao bebé, os exames à sua placenta poderão também resultar em informação muito valiosa. Durante estes exames, a equipa médica recolhe amostras para depois as estudar em laboratório.

Categorias
Ajuda prática Apoio psicológico Pós-Perda

O luto na perda gestacional e neonatal

o luto, o luto não é linear

O luto é, ainda, uma palavra tabu na sociedade. Infelizmente a perda de um bebé não termina quando recebemos as notícias, ou quando damos à luz ou até num funeral.

O luto é para a vida. Apesar dos pais e mães aparentarem estar “bem” passado um tempo, não há data de validade para isso. Não existe momento de filme, em que o sol nasce por de trás das nuvens e de repente se sorri e se continua, deixando para trás a tristeza.

Quando falamos em luto, há que ter em conta que este não é linear. Principalmente quando falamos de algo tão anti-natura como a perda de um bebé.

Primeiramente, muitos pais vão recolher-se na sua bolha em que a presença de outros pode ou não ser bem-vinda (é sempre preciso ouvir o que os pais dizem e querem). Por norma, fecham-se no seu mundo, a processar o que aconteceu.

Entretanto, o mundo continua e os dias passam. Depois começam “as primeiras vezes”. Estas são as primeiras saídas à rua e contato com pessoas que se conhece. Se, no seu caso, a gravidez tiver terminado numa fase avançada, vai ter, de certeza, de lidar com pessoas que vão perceber que ontem havia uma barriga e hoje não há, nem criança. Essas experiências podem criar grande ansiedade numa mãe, porque podem ou não levar a situações desconfortáveis. Tal como regressar ao trabalho, que é um passo gigante e assustador.

O luto e o regresso ao mundo

Todas estas coisas, tão simples antes da perda, tomam proporções enormes para um pai ou mãe que está a lidar com sentimentos de tristeza, dor, culpa e até vergonha.

Demore o tempo que precisar.

No entanto, as primeiras vezes vão acontecendo e a confiança vai voltando. Um dia, vai notar que nem todos os momentos do seu dia foram passados em tristeza e pode até ter conseguido uns sorrisos.

Porém, nesta altura, normalmente uns meses depois da perda, é também quando as pessoas à nossa volta, esperam que esteja “melhor”. Pensam: “Ela(e) agora já sorri, já vai trabalhar, já conversa e, acima de tudo, já é capaz de não chorar em público.”

Infelizmente, para os pais, não é preto e branco. Assim, estamos bem até não estarmos. A onda da tristeza está no nosso mar sempre, e, quando vem, é avassaladora.

Não importa quanto tempo passou, a lembrança de que a perda realmente aconteceu despoleta sentimentos de angústia que não são comparáveis à tristeza comum. Por isso, não há como controlar por muito tempo.

Se acabou de perder um bebé, por favor saiba que o mundo pode esperar um bocadinho enquanto se recompõe. Não se apresse a estar bem. Sinta o que tem de sentir, aceite o que aconteceu, tire o tempo que precisar para se despedir do seu bebé e perceber que, tristemente, ele não volta.

Além disso, note que está a fazer o luto de um futuro que sonhou e imaginou. Está também a despedir-se do que poderia ter sido e de ser mãe/pai daquele bebé. E isso, leva uma vida se for preciso.

Não deixe que os sentimentos a consumam, mas respeite-os e trabalhe-os. O seu “eu” do futuro vai agradecer.

E lembre-se, o luto é para sempre. Tal como é o amor.

o luto

Talvez queira ler também